16 de setembro de 2010
Notas sobre Florac
7 de julho de 2008
Estatísticas do primeiro semestre
Número de inscrições:
Este primeiro semestre foi impressionantemente pobre em inscrições. Ao todo, foram 85, distribuídas em 13 provas e 5 eventos (lembrando: cada categoria conta como uma prova, e todas juntas como um evento). Ou seja, em média cada prova (leia-se categoria) contou com apenas 6,5 inscritos. É a pior média desde que se acompanha este número (até então 2005 com 9,5 era o pior ano e 2002 com 16,3 o melhor). Como este foi o período com mais provas por evento, graças às 3 provas de 160kms, a média de inscrições por evento não é tão ruim: 17,0 – o que ainda é o pior período, atrás de 2000 com 19,6. O melhor foi 2002 com 36,8.
Se considerarmos que o Campeonato Brasileiro e a Haras Endurance, que normalmente são as provas com mais inscritos no ano, já aconteceram, as perspectivas não são boas. No entanto, acredito que o Jequitibá Open e o Campeonato Paulista contarão com inscrições suficientes para aumentar esta média.
Velocidade:
Em relação à velocidade o semestre apresenta duas perspectivas diferentes. Nos 120kms o semestre foi fraco: a prova mais rápida foi ganha a 17,34kms/h, velocidade que não foi alcançada apenas em 2002, 2001 e 2000. A média de velocidade nesta distância foi de apenas 14,72kms/h, índice superior apenas ao de 2000. Já nas provas de 160kms, a mais rápida foi ganha a 16,84kms/h, perdendo apenas para 2006, que contou com a atípica prova de Campinas. Na média de velocidade, fez-se 15,92kms/h, o que condiz com as velocidades de 2007 e 2006.
Preço de inscrições:
Neste quesito houve uma sensível diminuição de preço médio neste semestre. A média caiu de R$ 591,58 (2007) para R$ 541,15 (1º semestre 2008), aproximadamente 9% menos em termos nominais, que seria majorado caso corrigíssemos o preço do ano passado pela inflação.
Pedigree:
Neste semestre, graças ao baixo número de inscrições, diminuí o número mínimo de inscrições para que uma prova valesse pontos, de 10 para 5. Assim, o ranking de garanhões, que pontua as 5 gerações de cada cavalo, ficou deste modo (contando apenas as 5 provas deste ano):
1º - Bask
2º - Aladdinn
3º - Witraz
4º - Morafic
5º - Persik
O ranking de pais (no qual pontuam apenas os pais dos cavalos) ficou da seguinte maneira:
1º - Persik
2º - Aicyng Ahra
3º - Pepi
4º - Expoente
5º - Ninjah El Jamaal
É interessante destacar a presença de Persik nos dois rankings, por se tratar de um cavalo estrangeiro com pouquíssimos filhos no Brasil. Não que seja surpresa, dada sua importância e reconhecida qualidade no esporte.
24 de junho de 2008
Só uma idéia
29/03/08 – Rancho Canabrava – 120kms:
Adulto – 5 conjuntos
Young Riders – 2 conjuntos
05/04/08 – Paraopeba – 120kms:
Adulto – 3 conjuntos
Young Riders – 2 conjuntos
19/04/08 – Haras Endurance – 120kms:
Adulto – 7 conjuntos
Young Riders – 7 conjuntos
07/06/08 – Campeonato Brasileiro – 120kms:
Adulto – 9 conjuntos
Young Riders – 10 conjuntos
Eu não sei qual o motivo deste baixo número de inscrições este ano, talvez no Brasileiro e no Haras Endurance tenha um pouco a ver com a prova de 160kms que ocorreu junto com a de 120kms. Mas, de qualquer maneira, não seria melhor ter tido provas com categoria única, com 7, 5, 14 e 19 concorrentes, respectivamente?
Acredito que todos os conjuntos se beneficiariam de correr contra mais concorrentes, tanto como forma de aprendizado quanto como participação em uma prova mais importante e competitiva. Afinal, isto é a essência de um esporte.
Numa prova de categoria única – e, portanto, com mais concorrentes – a vitória e cada posição valorizam-se, dando um outro status à prova e aos seus competidores. Além disso, ganha-se experiência fundamental para correr mundiais e outras provas internacionais nas quais largam mais de 100 competidores juntos.
Se nossas provas contassem com apenas uma categoria, nosso esporte ganharia muito. O maior exemplo disso era o Jequitibá Open quando não tinha uma prova de Young Riders um dia antes da prova de categoria única: na época era a mais competitiva e uma das mais esperadas do calendário. Suas chegadas, inclusive, ilustraram o quanto o esporte ganhava com este tipo de prova: num ano chegaram disputando Thayza Malouf e Mariana Cesarino; no outro Leco Razuck e Patricia Taliberti; e no último Lilian Garrubo e Ana Carla Maciel – todas disputas entre um adulto e um Young Rider que numa prova “normal” chegariam tranquilamente ao passo.
