14 de março de 2011
5 meses depois
14 de outubro de 2010
Guantánamo
| | América do Sul e Central | Europa | Diferença |
| Tempo | 168 horas (7 dias) | 40 horas | 420% |
| Condições | Escura e pouco ventilada | Iluminada e ventilada | |
| Acesso aos cavalos | 1 hora por dia – pago | 24 horas por dia – grátis | 2400% |
| Distância para Lexington | 1.600 kms | 120 kms | 1300% |
| Cuidados possíveis com os cavalos | Caminhar 1 hora por dia | Caminhar o quanto achasse conveniente, fazer soro, gelo, etc. | |
19 de setembro de 2010
Mais duas notas sobre Florac
16 de setembro de 2010
Notas sobre Florac
30 de agosto de 2010
Crescente ou estável?
| Philippe Tomas ganhou a prova com uma estratégia "invertida" |
3 de maio de 2010
A volta do Troféu Coalheira
Troféu Coalheira: prêmio dado ao autor do ato menos inteligente realizado durante os três dias da prova Multidays – tão ou mais valorizado do que o 1º lugar e Best Condition. Cheio de ironia, maldade e bom humor, simbolizava a única prova que o detinha, sendo a eleição (sim, a prova era democrática) de seu vencedor o ato final da premiação, talvez o momento máximo da competição. Durante os três dias de prova, além de se preocupar com sua posição, diferença acumulada pros adversários e estado do seu cavalo, os competidores tinham que tomar cuidado para não fazer nada digno do troféu e vigiar seus adversários esperando por um deslize destes. Ao término da distância de cada dia, comentava-se os possíveis candidatos ao Coalheira, além de tirar sarro dos que estavam atrás de você e ameaçar os que tinham alguma vantagem para o dia seguinte – tudo isso regado a cerveja.
Ao voltar para a casa percebia-se quanto a distância entre você e seu cavalo havia diminuído depois de três dias inteiros juntos, além de como os momentos dando risada com os amigos tinham sido prazerosos. O Multidays foi o símbolo de uma época em que o mais importante no enduro era o tempo que se passava com os amigos, sem se importar com qualificação FEI, regras para o Mundial, existência ou não da categoria Mirim-Peso-Pesado, ranking perene, etc. A boa notícia é que, mesmo com tudo isso, a prova voltará, depois de 9 anos de sua última edição. Como não se pode ignorar o cenário atual, haverá duas categorias: uma para aqueles que querem correr a prova “à moda antiga” – os três dias com um cavalo – e outra para aqueles que querem treinar ou qualificar seus cavalos – na qual será permitido usar diferentes cavalos nos diferentes dias.
Parabéns à toda organização da prova (Danilo, Vanda, Jorge, etc) e àqueles que a estão patrocinando, com certeza o enduro vai ganhar muito com a volta do Multidays!
15 de março de 2010
Em busca da verdade
No enduro, porém, este processo encontra-se em fase embrionária. Quase qualquer coisa que se diga pode ser defendida ou atacada, seja com resultados de provas ou de modus operandi de alguém importante. A “prova crescente” francesa tem muitos defensores e é suportada por uma teoria elegante, no entanto não se verifica nos EAU nem no Uruguai; eletrólitos são vistos como fundamentais por alguns, e inúteis por outros; Barbara Lissarague, campeã mundial, trabalha seus cavalos no picadeiro, para que tudo seja mais fácil na trilha – faz sentindo – já Jack Begaud (que apesar de nunca ter sido campeão mundial é tão importante quanto um) defende que treinando na trilha o cavalo já aprende tudo que precisa – também faz sentido. Há cavaleiros que montam em suspensão, outros sentados de modo clássico e um terceiro grupo senta na sela, estriba o mais longo possível e coloca os pés o mais pra frente que pode – todos eles ganham provas importantes. As selas também variam do estilo Western às seletas inglesas – passando por todos os possíveis graus de combinação, selas de plástico, etc. O fator mais discutido parece ser o cavalo e, apesar de haver elementos geralmente aceitos (aprumos corretos, canela curta, quartela pequena, cascos redondos e bem alinhados, etc) não há um “cavalo ideal”: apesar da ampla busca por um cavalo de 1,57m, o atual campeão da President’s Cup e recordista de velocidade nos 160kms é só um dos exemplos de campeões baixos (Nobby, campeão mundial na Malásia, é outro).
Ao começar no esporte, um iniciante provavelmente não saberá o que fazer sem o conforto de um guia básico e seguro. Mesmo um iniciado ficará confuso ao avaliar se está fazendo as coisas de modo correto e ao tentar encontrar pontos onde possa melhorar. No entanto, podemos dizer que toda essa “pluralidade caótica” é positiva, pois significa que temos muita coisa a melhorar e estamos explorando diversos caminhos para chegarmos lá.
19 de janeiro de 2010
Um bom ano
9 de novembro de 2009
Sob a ótica do marketing
19 de outubro de 2009
"No Tennis Shoes!"
“No Tennis Shoes!!!” era tudo que se ouvia do lado de fora do estádio de Lexington – Kentucky durante o pré-vet. Esta era a única preocupação dos stewards que organizavam a fila para a apresentação dos cavalos. Nenhum deles, no entanto, sabia exatamente o que caracterizava um tênis – o que alguns deixavam passar outros barravam (aparentemente a cor era o principal fator de avaliação).15 de setembro de 2009
"É a hora doooo Top5"


25 de agosto de 2009
Les vraies sportifs

17 de maio de 2009
The self made country

10 de maio de 2009
Fooled by randomness

2 de março de 2009
Sobre o tratamento dado aos novatos
14 de fevereiro de 2009
Um aspecto negligenciado
Ao estabelecer de modo objetivo o que um cavalo pode e não pode fazer – independente da sensatez ou inteligência das regras – a FEI tira a responsabilidade de cavaleiros, treinadores e veterinários. Se antes estes tinham de se preocupar em estar fazendo a coisa certa, agora podem fechar os olhos e seguir o caminho sugerido pelo órgão máximo do esporte. Se antes todos se perguntavam “Quem é o irresponsável que fez isto?” ao se depararem com algo maléfico para o animal, a pergunta agora será “Este cavalo estava classificado pelas novas regras?”
Por mais que pareça natural, e até mesmo óbvio, questionar um planejamento de carreira feito por alguém que nunca viu seu cavalo, não sabe como você monta, no que você acredita e – agora o maior absurdo das novas regras – provavelmente não faz idéia de como uma prova no Brasil é diferente de uma européia ou árabe, será difícil desafiar o padrão estabelecido e fazer uma 3ª prova de 60kms ao invés de uma de 80kms (ou uma de 38kms que “não serve mais pra nada” ao invés de uma de 58kms).
É claro que a FEI acredita que impor limites aos cavaleiros não pode aumentar o risco a que estes submetem seus cavalos, no entanto nenhum legislador pode se esquivar dos efeitos colaterais e adaptações que surgem a suas normas.
27 de novembro de 2008
O esporte mudou?
O Mundial da Malásia pode ser um desses marcos. Maria Ponton fez a prova inteira na frente, variando o ritmo o tempo todo (20, 18, 19, 16, 18, 17 e 21 foram suas médias por anel) e sagrou-se campeã do mundo. Mais do que investir numa estratégia diferente do padrão europeu (até então vencedor absoluto em mundiais), Maria virou as costas para uma “pressão social” (européia) que rotulava de “sem cabeça”, “despreparado” e “tolo que não entende o esporte e o ritmo do cavalo” aqueles que não faziam os primeiros anéis devagar para (tentar) recuperar nos últimos.
Será que ela fez isso porque monta nos Emirados, onde todas as provas são ganhas assim? Ou por influência dos treinadores uruguaios que tem na equipe? Será que essa estratégia sempre foi potencialmente vencedora ou só em determinados locais é vantajosa? Se a prova tivesse 6 anéis com descansos mais curtos e uma última etapa mais longa, a história seria a mesma? Nas velocidades nas quais são corridas as provas hoje em dia, é mesmo vantagem ter um cavalo inteiro e 15 minutos (ou mais) de desvantagem no último anel?
Enfim, o esporte mudou ou só se constatou que em condições diferentes das européias nem sempre a estratégia crescente é indiscutivelmente a melhor?
Em qualquer um dos casos, nós, brasileiros, podemos parar de nos culpar por nunca ter conseguido ser tão estrategicamente disciplinados e conscientes como franceses, espanhóis, italianos, etc.
1 de setembro de 2008
Quase
Mancou, aparentemente, graças a um corte relativamente profundo no bulbo da mão esquerda, resultado da alta velocidade e curvas rápidas no barro no qual virou a trilha depois de tantas horas de chuva. Na verdade, pouco importa o motivo da eliminação. O que importa é a mensagem que ficou depois do balde de água gelada que te leva de “Campeão do Mundo” a “Nada” (ou pior, a “Quase-Alguma-Coisa”): O Brasil tem tudo pra ganhar de qualquer um, só precisa tentar.
7 de julho de 2008
Estatísticas do primeiro semestre
Número de inscrições:
Este primeiro semestre foi impressionantemente pobre em inscrições. Ao todo, foram 85, distribuídas em 13 provas e 5 eventos (lembrando: cada categoria conta como uma prova, e todas juntas como um evento). Ou seja, em média cada prova (leia-se categoria) contou com apenas 6,5 inscritos. É a pior média desde que se acompanha este número (até então 2005 com 9,5 era o pior ano e 2002 com 16,3 o melhor). Como este foi o período com mais provas por evento, graças às 3 provas de 160kms, a média de inscrições por evento não é tão ruim: 17,0 – o que ainda é o pior período, atrás de 2000 com 19,6. O melhor foi 2002 com 36,8.
Se considerarmos que o Campeonato Brasileiro e a Haras Endurance, que normalmente são as provas com mais inscritos no ano, já aconteceram, as perspectivas não são boas. No entanto, acredito que o Jequitibá Open e o Campeonato Paulista contarão com inscrições suficientes para aumentar esta média.
Velocidade:
Em relação à velocidade o semestre apresenta duas perspectivas diferentes. Nos 120kms o semestre foi fraco: a prova mais rápida foi ganha a 17,34kms/h, velocidade que não foi alcançada apenas em 2002, 2001 e 2000. A média de velocidade nesta distância foi de apenas 14,72kms/h, índice superior apenas ao de 2000. Já nas provas de 160kms, a mais rápida foi ganha a 16,84kms/h, perdendo apenas para 2006, que contou com a atípica prova de Campinas. Na média de velocidade, fez-se 15,92kms/h, o que condiz com as velocidades de 2007 e 2006.
Preço de inscrições:
Neste quesito houve uma sensível diminuição de preço médio neste semestre. A média caiu de R$ 591,58 (2007) para R$ 541,15 (1º semestre 2008), aproximadamente 9% menos em termos nominais, que seria majorado caso corrigíssemos o preço do ano passado pela inflação.
Pedigree:
Neste semestre, graças ao baixo número de inscrições, diminuí o número mínimo de inscrições para que uma prova valesse pontos, de 10 para 5. Assim, o ranking de garanhões, que pontua as 5 gerações de cada cavalo, ficou deste modo (contando apenas as 5 provas deste ano):
1º - Bask
2º - Aladdinn
3º - Witraz
4º - Morafic
5º - Persik
O ranking de pais (no qual pontuam apenas os pais dos cavalos) ficou da seguinte maneira:
1º - Persik
2º - Aicyng Ahra
3º - Pepi
4º - Expoente
5º - Ninjah El Jamaal
É interessante destacar a presença de Persik nos dois rankings, por se tratar de um cavalo estrangeiro com pouquíssimos filhos no Brasil. Não que seja surpresa, dada sua importância e reconhecida qualidade no esporte.
24 de junho de 2008
Só uma idéia
29/03/08 – Rancho Canabrava – 120kms:
Adulto – 5 conjuntos
Young Riders – 2 conjuntos
05/04/08 – Paraopeba – 120kms:
Adulto – 3 conjuntos
Young Riders – 2 conjuntos
19/04/08 – Haras Endurance – 120kms:
Adulto – 7 conjuntos
Young Riders – 7 conjuntos
07/06/08 – Campeonato Brasileiro – 120kms:
Adulto – 9 conjuntos
Young Riders – 10 conjuntos
Eu não sei qual o motivo deste baixo número de inscrições este ano, talvez no Brasileiro e no Haras Endurance tenha um pouco a ver com a prova de 160kms que ocorreu junto com a de 120kms. Mas, de qualquer maneira, não seria melhor ter tido provas com categoria única, com 7, 5, 14 e 19 concorrentes, respectivamente?
Acredito que todos os conjuntos se beneficiariam de correr contra mais concorrentes, tanto como forma de aprendizado quanto como participação em uma prova mais importante e competitiva. Afinal, isto é a essência de um esporte.
Numa prova de categoria única – e, portanto, com mais concorrentes – a vitória e cada posição valorizam-se, dando um outro status à prova e aos seus competidores. Além disso, ganha-se experiência fundamental para correr mundiais e outras provas internacionais nas quais largam mais de 100 competidores juntos.
Se nossas provas contassem com apenas uma categoria, nosso esporte ganharia muito. O maior exemplo disso era o Jequitibá Open quando não tinha uma prova de Young Riders um dia antes da prova de categoria única: na época era a mais competitiva e uma das mais esperadas do calendário. Suas chegadas, inclusive, ilustraram o quanto o esporte ganhava com este tipo de prova: num ano chegaram disputando Thayza Malouf e Mariana Cesarino; no outro Leco Razuck e Patricia Taliberti; e no último Lilian Garrubo e Ana Carla Maciel – todas disputas entre um adulto e um Young Rider que numa prova “normal” chegariam tranquilamente ao passo.










